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Some Works


Inner Ocean
Esta série foi realizada em um único dia, na cidade do Rio de Janeiro, em junho de 2018. Muito embora, aparentemente, retratem cenas muito comuns em um pais tropical, não são homens comuns que vemos aqui, são pessoas que por mais de 20 anos estiveram recolhidas em hospitais psiquiátricos, foram apartadas do convívio social e foram submetidas a uma rotina de excessivos remédios e eletrochoques. Estas pessoas nunca poderiam supor que um dia chegariam até o mar. Com a intenção de desenvolver novas abordagens foi criado na cidade de Porto Alegre o Nau da Liberdade, grupo composto por profissionais de diversas áreas da ciência e da arte e por pacientes do hospital psiquiátrico São Pedro que, além de outras atividades, criam espetáculos coletivos e viajam para algumas cidades do país para apresentá-los. Tive a oportunidade de acompanhar uma dessas viagens, juntos embarcamos para o Rio de Janeiro e posso afirmar que a experiência de conviver e fotografar estas pessoas me transformou completamente. Muitos foram os momentos emocionantes, mas, sem dúvida alguma, o mais intenso e significativo para mim e para eles foi o momento em que chegaram `a praia, sentiram a maciez da areia branca sob seus pés e encontraram, pela primeira vez, a imensidão mítica do mar.
This series was shot in a single day, in the city of Rio de Janeiro, in June 2018. Although they seem to portray scenes that are very common in a tropical country, these are not ordinary men we see here, they are people who for more than 20 years have been locked up in psychiatric hospitals, cut off from social life and subjected to a routine of excessive medication and electroshock. These people could never have imagined that one day they would reach the sea. With the intention of developing new approaches, Nau da Liberdade was created in the city of Porto Alegre. This group is made up of professionals from various fields of science and art and patients from the São Pedro psychiatric hospital. I had the opportunity to accompany one of these trips, together we embarked for Rio de Janeiro and I can say that the experience of living with and photographing these people completely changed me. There were many emotional moments, but without a doubt, the most intense and meaningful for me and for them was the moment when they arrived at the beach, felt the softness of the white sand under their feet and encountered the mythical immensity of the sea for the first time.
This series was shot in a single day, in the city of Rio de Janeiro, in June 2018. Although they seem to portray scenes that are very common in a tropical country, these are not ordinary men we see here, they are people who for more than 20 years have been locked up in psychiatric hospitals, cut off from social life and subjected to a routine of excessive medication and electroshock. These people could never have imagined that one day they would reach the sea. With the intention of developing new approaches, Nau da Liberdade was created in the city of Porto Alegre. This group is made up of professionals from various fields of science and art and patients from the São Pedro psychiatric hospital. I had the opportunity to accompany one of these trips, together we embarked for Rio de Janeiro and I can say that the experience of living with and photographing these people completely changed me. There were many emotional moments, but without a doubt, the most intense and meaningful for me and for them was the moment when they arrived at the beach, felt the softness of the white sand under their feet and encountered the mythical immensity of the sea for the first time.


TAO
Desde a adolescência, o meu fascínio pela sabedoria oriental orientou a minha conduta espiritual e, consequentemente, minha perceção estética do mundo.
É impossível dissociar a procura de um maior contacto com a natureza, com a simplicidade, com o que é essencial na vida, do meu “minimalismo monocromático”, da minha forma de ver as coisas e expressa-las.
Em um contexto cada vez mais complexo, onde a teia da tecnologia, a confusão da informação e a radicalização das ideologias adoecem o ser humano tanto no Ocidente como no Oriente, procuro nas águas de dois rios amazónicos o “caminho”, a fonte de onde tudo provém, o “TAO” do sábio Lao Tzu.
Estes dois gigantescos afluentes que atravessam alguns países da América Latina encontram-se perto da cidade de Manaus, no Amazonas. Dois rios infinitos que se tocam, misturam-se numa extensão de 6 km sem nunca deixarem de ser o que são. Em outras palavras: o rio Negro nunca se torna Solimões, o rio Solimões nunca se torna Negro.
Essas fontes de água e de vida, que deságuam no mesmo mar, têm cor, temperatura, acidez, densidade e velocidade completamente diferentes. Algumas espécies de peixes só vivem no Rio Negro, outras só no Solimões.
Durante 3 dias consecutivos fotografei o encontro dessas águas, que se transformaram em tinta no sensor da minha Fuji e depois seguiram seu fluxo em direção a um outro mar, uma outra dimensão que chamamos de arte.
Since I was a teenager, my fascination with Eastern wisdom has guided my spiritual conduct and consequently my aesthetic perception of the world.
It is impossible to dissociate the search for greater contact with nature, with simplicity, with what is essential in life from my “monochromatic minimalism”, my way of perceiving things and expressing them.
In an increasingly complex context, where the web of technology, the confusion of information and the radicalization of ideologies sicken human beings in both the West and the East, I look to the waters of two Amazonian rivers for the “path”, the source from which everything comes, the “TAO” of the sage Lao Tzu.
These two giant affluents that cross some Latin American countries meet near the city of Manaus, in Amazonas. Two infinite rivers that touch each other, mix for a length of 6 km without ever ceasing to be what they are. In other words: the Negro River never becomes Solimões, the Solimões River never becomes Negro.
These sources of water and life, which flow into the same sea, have a completely different color, temperature, acidity, density and speed. Some species of fish only live in the Rio Negro, others only in the Solimões.
For 3 consecutive days I photographed the meeting of these waters, which turned into paint on my Fuji's sensor and then followed their flow towards another sea, another dimension that we call art.
É impossível dissociar a procura de um maior contacto com a natureza, com a simplicidade, com o que é essencial na vida, do meu “minimalismo monocromático”, da minha forma de ver as coisas e expressa-las.
Em um contexto cada vez mais complexo, onde a teia da tecnologia, a confusão da informação e a radicalização das ideologias adoecem o ser humano tanto no Ocidente como no Oriente, procuro nas águas de dois rios amazónicos o “caminho”, a fonte de onde tudo provém, o “TAO” do sábio Lao Tzu.
Estes dois gigantescos afluentes que atravessam alguns países da América Latina encontram-se perto da cidade de Manaus, no Amazonas. Dois rios infinitos que se tocam, misturam-se numa extensão de 6 km sem nunca deixarem de ser o que são. Em outras palavras: o rio Negro nunca se torna Solimões, o rio Solimões nunca se torna Negro.
Essas fontes de água e de vida, que deságuam no mesmo mar, têm cor, temperatura, acidez, densidade e velocidade completamente diferentes. Algumas espécies de peixes só vivem no Rio Negro, outras só no Solimões.
Durante 3 dias consecutivos fotografei o encontro dessas águas, que se transformaram em tinta no sensor da minha Fuji e depois seguiram seu fluxo em direção a um outro mar, uma outra dimensão que chamamos de arte.
Since I was a teenager, my fascination with Eastern wisdom has guided my spiritual conduct and consequently my aesthetic perception of the world.
It is impossible to dissociate the search for greater contact with nature, with simplicity, with what is essential in life from my “monochromatic minimalism”, my way of perceiving things and expressing them.
In an increasingly complex context, where the web of technology, the confusion of information and the radicalization of ideologies sicken human beings in both the West and the East, I look to the waters of two Amazonian rivers for the “path”, the source from which everything comes, the “TAO” of the sage Lao Tzu.
These two giant affluents that cross some Latin American countries meet near the city of Manaus, in Amazonas. Two infinite rivers that touch each other, mix for a length of 6 km without ever ceasing to be what they are. In other words: the Negro River never becomes Solimões, the Solimões River never becomes Negro.
These sources of water and life, which flow into the same sea, have a completely different color, temperature, acidity, density and speed. Some species of fish only live in the Rio Negro, others only in the Solimões.
For 3 consecutive days I photographed the meeting of these waters, which turned into paint on my Fuji's sensor and then followed their flow towards another sea, another dimension that we call art.


NASZCA
A Cordilheira dos Andes é a maior cadeia montanhosa do mundo. E uma das suas caraterísticas mais impressionantes é o facto de não se ter formado ao longo do tempo, pouco a pouco.
Ela foi formada por um choque, um abraço geológico que uniu as placas tectônicas Naszca e Sul-Americana.
Em julho de 2024, o fotógrafo Fabrício Simões enfrentou 4.000m de altitude e temperaturas negativas para realizar o sonho de fotografar o “interior” da mítica cadeia de montanhas.
Através do seu conhecido minimalismo monocromático, revela-nos mais do que simples panorâmicas de uma paisagem muito fotografada. Fabrício traz-nos aquilo a que chama “o espírito da paisagem”.
Detalhes, texturas, contrastes que formam um olhar único e poético sobre esse monumento natural da América Latina.
The Andes is the largest mountain range in the world. And one of its most impressive features is that it didn't form over time, little by little.
It was formed by a clash, a geological embrace that united the Naszca and South American tectonic plates.
In July 2024, photographer Fabrício Simões braved 4,000m of altitude and sub-zero temperatures to fulfill his dream of photographing the “interior” of the mythical mountain range.
Through his well-known monochrome minimalism, he reveals more than just panoramas of a much-photographed landscape. Fabrício brings us what he calls “the spirit of the landscape”.
Details, textures, contrasts that form a unique and poetic look at this natural monument in Latin America.
Ela foi formada por um choque, um abraço geológico que uniu as placas tectônicas Naszca e Sul-Americana.
Em julho de 2024, o fotógrafo Fabrício Simões enfrentou 4.000m de altitude e temperaturas negativas para realizar o sonho de fotografar o “interior” da mítica cadeia de montanhas.
Através do seu conhecido minimalismo monocromático, revela-nos mais do que simples panorâmicas de uma paisagem muito fotografada. Fabrício traz-nos aquilo a que chama “o espírito da paisagem”.
Detalhes, texturas, contrastes que formam um olhar único e poético sobre esse monumento natural da América Latina.
The Andes is the largest mountain range in the world. And one of its most impressive features is that it didn't form over time, little by little.
It was formed by a clash, a geological embrace that united the Naszca and South American tectonic plates.
In July 2024, photographer Fabrício Simões braved 4,000m of altitude and sub-zero temperatures to fulfill his dream of photographing the “interior” of the mythical mountain range.
Through his well-known monochrome minimalism, he reveals more than just panoramas of a much-photographed landscape. Fabrício brings us what he calls “the spirit of the landscape”.
Details, textures, contrasts that form a unique and poetic look at this natural monument in Latin America.


Grão
A série Grão é uma celebração do corpo negro e suas diásporas. O encontro com a modelo Sthé proporcionou o desenvolvimento e a consolidação de uma estética que defini como caminho artístico e espiritual: o minimalismo monocromático. Que não é um mero exercício fotográfico, mas uma forma de ver o mundo, uma postura diante da vida em sua essência, sem distrações. Espero dividir com você estes contrapontos poéticos de luz, sombra, forma, textura, volume, movimento, mas sobretudo quero dividir com você uma visão única sobre tudo que nos cerca.
The Grão series is a celebration of the black body and its diasporas. The meeting with the model Sthé provided the development and consolidation of an aesthetic that I defined as an artistic and spiritual path: monochromatic minimalism. Which is not a mere photographic exercise, but a way of seeing the world, an attitude towards life in its essence, without distractions. I hope to share with you these poetic counterpoints of light, shadow, shape, texture, volume, movement, but above all I want to share with you a unique vision of everything that surrounds us.
The Grão series is a celebration of the black body and its diasporas. The meeting with the model Sthé provided the development and consolidation of an aesthetic that I defined as an artistic and spiritual path: monochromatic minimalism. Which is not a mere photographic exercise, but a way of seeing the world, an attitude towards life in its essence, without distractions. I hope to share with you these poetic counterpoints of light, shadow, shape, texture, volume, movement, but above all I want to share with you a unique vision of everything that surrounds us.


Bonsai
Bonsai é uma série que reforça minha ligação com a cultura oriental. É um exercício contemplativo e um diálogo com outros fotógrafos que criaram obras de referência com plantas ou flores. A partir de um bonsai específico experimento sobreposições com várias imagens projetadas de artistas como Irving Penn, Masao Yamamoto e Nick Knight.
O resultado é uma imagem despida de tempo, espaço e autoria em suas muitas camadas.
Bonsai is a series that reinforces my connection with Eastern culture. It is a contemplative exercise and a dialogue with other photographers who have created reference works with plants or flowers. Using a specific bonsai, I experiment with overlays with various projected images from artists such as Irving Penn, Masao Yamamoto and Nick Knight.
The result is an image stripped of time, space and authorship in its many layers.
O resultado é uma imagem despida de tempo, espaço e autoria em suas muitas camadas.
Bonsai is a series that reinforces my connection with Eastern culture. It is a contemplative exercise and a dialogue with other photographers who have created reference works with plants or flowers. Using a specific bonsai, I experiment with overlays with various projected images from artists such as Irving Penn, Masao Yamamoto and Nick Knight.
The result is an image stripped of time, space and authorship in its many layers.


Duração
O filósofo Henri Bergson chama de Duração o intervalo de tempo entre o estímulo da matéria e a resposta de um sistema nervoso qualquer. Quanto maior a complexidade do sistema nervoso, maior este intervalo de tempo. Isto difere os seres humanos de outros seres sensitivos, esta capacidade de receber um estímulo e trabalhar a resposta através da consciência. A fotografia é um meio de expandir ainda mais este estado de consciência privilegiado, com ela é possível perceber demoradamente um objeto, uma paisagem, um fenômeno. A isso damos o nome de "contemplação", a capacidade de suspender o tempo cronológico e não interferir na realidade com a pressa de um animal assustado, mas de deixa-la durar até o momento de revelação, o momento em que quase nos tornamos o que vemos.
The philosopher Henri Bergson calls Duration the time interval between the stimulus of matter and the response of any nervous system. The greater the complexity of the nervous system, the greater this time interval. This differentiates human beings from other sensitive beings, this ability to receive a stimulus and work on the response through consciousness. Photography is a means of further expanding this privileged state of consciousness, with it it is possible to perceive an object, a landscape, a phenomenon at length. We call this "contemplation", the ability to suspend chronological time and not interfere with reality with the rush of a frightened animal, but to let it last until the moment of revelation, the moment in which we almost become the that we see.
The philosopher Henri Bergson calls Duration the time interval between the stimulus of matter and the response of any nervous system. The greater the complexity of the nervous system, the greater this time interval. This differentiates human beings from other sensitive beings, this ability to receive a stimulus and work on the response through consciousness. Photography is a means of further expanding this privileged state of consciousness, with it it is possible to perceive an object, a landscape, a phenomenon at length. We call this "contemplation", the ability to suspend chronological time and not interfere with reality with the rush of a frightened animal, but to let it last until the moment of revelation, the moment in which we almost become the that we see.
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